segunda-feira, 22 de maio de 2017

Festas públicas

Não aprecio football nem sou fã de festivais da canção.
Mas, não posso deixar de me alegrar quando um clube, qualquer que ele seja, ganha o campeonato. E o mesmo quando Portugal, pela primeira vez, chega ao topo num festival da canção.
Uma coisa e outra significam empenhamento, trabalho, dedicação. Merecem ser felicitados.
Mas importante também é não esquecer que a fama é efémera e que, se o esforço não é continuado a glória esvai-se como o fumo.
Parabens aos Benfiquistas. Felicidades para o Salvador e sua irmã.
Que uns e outros continuem a lutar não pela fama mas pelo reconhecimento do seu esforço e do seu valor.
Ir. Maria Teresa sde Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 21 de maio de 2017

Fátima - papel da Fé

Foto de Santuário de Fátima.
No sábado 13 de Maio, os portugueses e não só, viveram um grande dia: Centenário das aparições, canonização dos pastorinhos,visita do Papa. Isto, para falar apenas dos acontecimentos em Fátima...
A população, reunida no santuário, saudou com entusiasmo e comoção cada um dos acontecimentos, ao mesmo tempo que dirigia à Mãe do Céu os seus pedidos e agradecimentos.
Tudo muito bem; tudo como estava planeado; tudo sem incidentes.
Centenas e centenas de notícias nos jornais, na internet, na rádio e na televisão. Dava para encher os corações...
Mas, por entre as notícias, vozes inquietantes: não foram aparições mas visões; as crianças foram "formatadas" para acreditarem e contarem essa história; a epopeia de Fátima e a vinda do Papa são questões económicas e políticas, etc....
No meio de tudo isto, apeteceu-me parar para pensar. E perguntei-me:
Então, o que traz, o que trouxe, durante cem anos, milhões de pessoas a Fátima ? O que acontece lá para que elas vão bem diferentes do que chegaram? O que leva tanta gente a mudar de vida depois de ter vindo a Fátima?
Não quero saber de opiniões e contradições. Como disse o Papa, acredito que temos uma Mãe. Aliás, como duvidar se foi o próprio Jesus que, do alto da cruz, no-La ofereceu?
E acredito que , em Fátima, ela pediu, entre outras coisas, que rezassem o Rosário pela conversão dos pecadores. O Rosário, uma oração muito simples e já conhecida  desde que, 800 anos antes, S. Domingos espalhou a sua devoção pelo mundo. E a inspiração veio-lhe de Maria "a Senhora mais brilhante que o sol" e que disse aos pastorinhos ser a Senhora do Rosário.
Fátima, Maria, o Rosário e S. Domingos... Como separá-los?
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


sábado, 20 de maio de 2017

O papel da rádio

A Rádio Renascença fez 80 anos. Passou por vicissitudes, dificuldades, contratempos... Mas aquilo que começou por ser o sonho dum sacerdote é hoje uma grande instituição que agrega mesmo 4 emissoras.
 A Rádio Renascença faz 80 anos e uma série de actividades têm vindo a marcar este acontecimento. Uma delas foi a abertura das suas portas, no dia da rádio, a todos aqueles que a quisessem conhecer.
Hesitei, mas acabei por ir e, integrada num grupo de 20 pessoas e guiada por uma das locutoras, visitei as instalações. Fiquei com uma ideia como os estúdios eram por dentro.
No entanto, fiquei um pouco frustrada. Gostaria de ter podido falar com as pessoas, fazer perguntas, ver como as emissões funcionavam e as notícias eram sabidas e seleccionadas.
De qualquer maneira, tive a noção do muito trabalho que exige uma qualquer emissão e como locutores, programadores, directores de programas e afins, têm que se documentar e estudar para serem rigorosos , verdadeiros e isentos. Saibamos dar-lhes o verdadeiro valor ao mesmo tempo que aproveitamos do seu trabalho, em prol da informação e do entretenimento.
Saibamos usar e defender a Rádio.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ser Amigo

Falando outro dia com uma pessoa amiga, recordei velhos tempos, actividades realizadas, projectos concebidos. Sem querer, lembrei algumas daquelas pessoas que têm passado pela minha vida e a quem chamei de amigos: companheiros do tempo do Liceu, colegas da Faculdade, pessoas com quem trabalhei na Gulbenkian e no Colégio Militar, professores, funcionários e alunos aqui do Colégio...
São os "velhos amigos" de que fala uma canção dos meus tempos de juventude. Onde estão? Que é feito deles? Que sei de todos e de cada um? Alguns estão já na casa do Pai... Outros vão dando notícias... Doutros nada sei...
Velhos Amigos! Queridos Amigos! Seguimos caminhos diferentes, actividades distintas. A vida foi-nos separando.
Mas a Amizade não desaparece. Não se esvai nos caminhos do tempo. Ela é uma forma de Amor e portanto não desaparece. Resiste ao afastamento, aos interesses diferentes, às opiniões contraditórias, ao silêncio. Uma autêntica amizade é um dom. É um processo de apoio e de partilha, uma ajuda ao nosso crescimento na santidade.
Velho e novos Amigos... saibamos agradecê-los e cultivá-los
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jesus e eu


Senhor Jesus, não te afastes, fica comigo. Dá-me esse Teu sorriso que apaga as minhas dúvidas. Diz-me que ficas com as minhas inquietações e aceitas os meus erros. Diz-me que o importante não são os erros: eles  ficaram no passado. O que Tu queres é que me liberte da vergonha de os ter cometido; ela, que me quer acompanhar no presente.
Aceita estas flores singelas que são o testemunho do futuro que procuro.
Senhor Jesus, eis-me aqui com o meu coração de criança.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A dádiva da paz

Já passaram cinco dias desde a manhã da Ressurreição de Jesus. Mas, na tarde do primeiro dia da semana ,Jesus tinha aparecido aos discípulos.
Apareceu-lhes e ofereceu-lhes a paz.
Jesus não recriminou os discípulos pelo medo que sentiam; pela sua falta de Fé, pela sua inacção. Não! Simplesmente lhes deu a Sua Paz.
Paz que é perdão, que é libertação, partilha, entendimento, generosidade.
Paz que podemos entender como luta ao egoísmo, à procura de nós mesmos, à satisfação pessoal.
Paz que é fruto da Ressurreição e participação na Misericórdia, no amor de Deus.
Que a mensagem de paz que o Senhor nos deixou, dando-a aos seus discípulos,esteja operante em nós é o que temos que procurar. Talvez que construir.
Que a paz esteja no nosso coração.

Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A força do encontro

Eram dois homens solitários, tristes, deprimidos. Iam a caminho de Emaús. Desiludidos, pois os seus sonhos tinham caído por terra.
De repente, junta-se a eles um terceiro indivíduo e começam a conversar. Ele parecia ignorar tudo o que tinha acontecido em Jerusalém mas explica-lhes as escrituras, enquanto vão andando.
Era quase noite e,por isso, convidam-no a ficar com eles naquela noite. Ele aceita e, ao partir do pão, maravilha! Reconhecem o Mestre. A alegria enche-lhes o coração. Ele desapareceu da sua vista mas a certeza da sua presença  não se dissipou. E isso, mudou tudo. Deixam a casa e voltam a Jerusalém para dar a notícia aos discípulos. Acabou-se a tristeza, a angústia, a desilusão, com aquele encontro com o Senhor.
Talvez seja o momento de pararmos e de nos perguntarmos: Quando nos encontrámos com Jesus? Que modificação se operou na nossa vida com esse encontro?
Ele continua lá e procura-nos... Temos,  pelo menos, que deixar que Ele nos encontre..

Ir. Maria Teresa de carvalho Ribeiro,O.P.